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Deep Fake

Fábio Gentil comete crime eleitoral ao utilizar áudio falso em ataque à campanha de Paulinho

O atual prefeito, Fábio Gentil, foi flagrado em uma tentativa de manipulação eleitoral utilizando um áudio gerado por inteligência artificial (IA)

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Fábio Gentil

O uso indevido de tecnologia para fins eleitorais atingiu um novo patamar na cidade de Caxias, Maranhão. O atual prefeito, Fábio Gentil, foi flagrado em uma tentativa de manipulação eleitoral utilizando um áudio gerado por inteligência artificial (IA) com a voz de Paulo Marinho, ex-prefeito de Caxias, para atacar a campanha de Paulinho, seu principal adversário político e líder em todas as pesquisas de intenção de voto.

A equipe do portal MA365 teve acesso exclusivo a um vídeo, gravado por um participante de uma reunião comandada pelo prefeito Fábio Gentil, no qual o áudio manipulado é apresentado. No áudio, produzido por meio da técnica conhecida como deep fake, a voz falsa de Paulo Marinho afirma: "Ele vai demitir todos os contratados e o lado ruim é que entregamos tudo ao Josimar de Maranhãozinho". O objetivo seria desestabilizar a candidatura de Paulinho, filho de Paulo Marinho, vinculando-o a decisões impopulares.

O Crime Eleitoral: Uso de Deep Fake

Especialistas jurídicos apontam que o uso de deep fake com o objetivo de manipular a opinião pública em uma campanha eleitoral configura um crime grave. A legislação eleitoral brasileira é clara ao proibir o uso de informações falsas ou enganosas para influenciar eleitores, prática que pode ser enquadrada como crime de disseminação de fake news, conforme o artigo 323 do Código Eleitoral. A produção e distribuição de um áudio falso usando a identidade vocal de uma figura pública é uma forma de fraude eleitoral, agravada pelo uso de tecnologia sofisticada, o que aumenta a dificuldade de identificação por parte da população.

O deep fake é uma técnica que utiliza inteligência artificial para gerar áudios e vídeos falsos que imitam a voz, aparência e gestos de pessoas reais. Muitas vezes, essas criações são tão realistas que se tornam quase impossíveis de distinguir da realidade. O uso dessa tecnologia para fins políticos é considerado não apenas uma violação ética, mas também um atentado à integridade do processo democrático.

Paulo Marinho Rebate as Acusações

Paulo Marinho, citado no áudio falso, rapidamente utilizou suas redes sociais para desmentir a gravação. Ele reafirmou que não está envolvido diretamente na campanha de seu filho, Paulinho, e condenou a utilização de seu nome e voz em uma tentativa de manipulação. "Esse tipo de política suja não pode ter lugar em Caxias. Meu compromisso é com a verdade e com o bem-estar da nossa cidade. Não estou participando da campanha de Paulinho, mas apoio seu trabalho honesto e sua proposta de mudança", declarou Marinho.


Operação da Polícia Federal Agrava a Situação

Coincidentemente, na manhã desta quarta-feira (02), a Polícia Federal deflagrou uma operação em Caxias que atingiu aliados do prefeito Fábio Gentil. A operação investiga uma tentativa de compra de uma candidatura a vereadora, que estaria sendo seduzida por até R$ 40 mil para deixar a chapa de Paulinho. Esse episódio reforça a crescente tensão na corrida eleitoral, com acusações de corrupção e fraudes manchando a campanha do atual prefeito.

Esses eventos somam-se à recente polêmica do podcast, onde Fábio Gentil desafiou Paulinho para um debate ao vivo. Surpreendendo o prefeito, Paulinho aceitou o desafio e compareceu ao programa, mas Fábio Gentil, sem se preparar, não teve coragem de debater frente a frente com seu adversário. Esse embaraçoso episódio viralizou nas redes sociais, transformando o prefeito em alvo de piadas e memes, ao mesmo tempo que aumentou a popularidade de Paulinho, que demonstrou estar preparado para liderar Caxias.

A Aproximação das Eleições e o Futuro de Caxias

Com as eleições municipais se aproximando, a tentativa de desestabilizar a campanha de Paulinho com o uso de deep fake demonstra o desespero do atual prefeito para recuperar terreno político. Enquanto Paulinho segue liderando as pesquisas e ganhando a confiança da população, Fábio Gentil e seus aliados estão cada vez mais envolvidos em controvérsias, seja por disseminação de notícias falsas, seja por práticas eleitorais irregulares.

A utilização de deep fake nas campanhas políticas abre um debate importante sobre o uso ético da tecnologia em processos democráticos. A manipulação da realidade pode influenciar decisões eleitorais e abalar a confiança pública, tornando-se um perigo real para a democracia. É fundamental que as autoridades eleitorais e a Justiça tomem medidas rápidas e eficazes para impedir que ações como essa comprometam o pleito eleitoral.

O eleitor de Caxias, agora mais atento às tentativas de manipulação, terá nas urnas a oportunidade de escolher entre uma política de ataques e mentiras ou um futuro de verdade e renovação. Como alertam os especialistas, a responsabilidade de investigar e punir os responsáveis por essas práticas ilegais cabe à Justiça Eleitoral e ao Ministério Público, mas a decisão final estará nas mãos da população caxiense no dia da eleição.



Fonte: Portal MA365

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