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Moradores de Caxias sofrem com fumaça do lixão da cidade

Por Roberto Rezende em 04/10/2021 às 19:55:36

Lixão de Caxias

Moradores dos bairros vizinhos ao lixão de Caxias reclamam da fumaça que toma conta das ruas, morador grava vídeo em uma das principais avenida da cidade, Av. Santos Dumont. O problema é antigo, é mais uma promessa não cumprida do prefeito Fábio Gentil, promessa de campanha de 2016, o povo ainda sofre com a fumaça tóxica que prejudica a saúde dos moradores.


O médico Dr. Getúlio Filho, que mora na região que é afetada pela fumaça, comenta que são vários problemas relacionados com a inalação da fumaça de queimadas, principalmente queimadas de lixos, que podem gerar sintomas mais leves, além de outros mais graves. "Dor e ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar, dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos. Esses sintomas podem variar de pessoa para pessoa e dependente ainda da quantidade e do tempo de exposição à fumaça", explica.

Dr. Getúlio Filho ressalta que as vias respiratórias são as áreas mais afetadas no corpo, agravando os quadros de doenças prévias, como rinite, asma, bronquite, além da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). No entanto, também pode desencadear ou agravar outras doenças, entre elas a insuficiência cardíaca e respiratório, pneumonia e quadros de alergia. "Os extremos de idade, ou seja, crianças e idosos, são os que mais sofrem, por serem mais sensíveis", destaca.


A Lei nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), constitui-se em instrumento essencial na busca de soluções para um dos mais graves problemas ambientais do Brasil, o mal destino dado aos resíduos sólidos, impondo a necessidade premente de substituir os lixões a céu aberto por aterros sanitários como medida de proteção ambiental.

Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2008, somente 27.7% das cidades brasileiras possuíam aterros sanitários, 22.5% possuíam aterros controlados e 50,8% das cidades despejavam o lixo produzido em lixões.

Uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão em 2019, a Justiça determinou, em 29 de abril, que o Município de Caxias, no prazo de 120 dias, restaure a área onde se localiza o atual lixão da cidade e providencie aterro sanitário municipal adequado para o depósito de lixo, inclusive hospitalar, assim como proteção do local.

A ACP que motivou a decisão foi ajuizada, em 17 de setembro de 2014, pelo promotor de justiça Vicente Gildásio Leite Júnior, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Caxias/MA.

Também foi determinada a execução do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010), principalmente nos tópicos específicos que contemplam programas de gerenciamento dos seguintes resíduos: construção civil, resíduos de saúde, produtos eletrônicos, agrotóxicos e pneus inservíveis (PGP).




Fonte: Portal MA365

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